A ação de filosofar sobre o emaranhado do amor e paixão é realmente preocupante, pois, segundo estudos sobre a psicologia dos sentimentos, o estado de paixão, muito dificilmente ultrapassa os três anos.
Paixão é pura arte! Assim como a necessidade inadiável de ver um quadro qual contemplamos ou quando, quase que compulsivamente, tocamos uma obra artística plástica.
Já foi dito: "É uma dança de sombra e cores que percorre pela beleza da pessoa que está formada no seu subconsciente." O amante é envenenado por uma espécie de sedativo e, como numa loucura, ele busca incessantemente detalhes físicos do amado, como por exemplo, os braços, os olhos, boca, pernas, como se fosse a perfeição. Mesmo que embora não seja, mas o amante não tem culpa, ele está sedado.
Do latim, passione, a tradução literal para o português, sofrimento.
Existe um momento em que o amante, após cercar o amado por todos os lados com um véu de curiosidade sem ao menos ter saído do lugar, sentirá que deve se render. E quando esta necessidade for recíproca, não existirá palavras para descrever, será apenas o som do desejo. Os sons do desejo, que muitas vezes são apenas uma cerca de silêncios.
Eu, particularmente, gosto muito daquele momento do quase beijar. É claro que o ato em si é algo encantador, mas o quase ato, o quase crime, é um momento lindo.
Permita-se às surpresas, ao romantismo, aos carinhos, aos presentes da vida. É um momento que não haverá volta por mais que se possa encontrar outros amantes. Cada amante e cada amado são únicos. Pode-se encontrar melhores amantes, mas eles também podem ter tido melhores amados.
O maior dom que se pode ter é ser apaixonado pela própria paixão.
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